A OMS declarou em 17 de maio Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional devido a surto de Ebola na República Democrática do Congo, que já causou 134 mortes e 536 casos suspeitos até 22 de maio. A variante Bundibugyo não possui vacina aprovada e há risco de disseminação regional.
O surto atual de Ebola na República Democrática do Congo é causado pela espécie Bundibugyo ebolavirus, para a qual não existem vacinas ou tratamentos aprovados. A OMS elevou o alerta sanitário para o nível máximo em 17 de maio, classificando a situação como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, mas descartou a configuração de pandemia e não recomendou fechamento de fronteiras ou restrições comerciais.
Até 22 de maio, o país registrou 134 mortes e 536 casos suspeitos. A confirmação do vírus foi dificultada pela falha dos testes rápidos calibrados para outra variante, sendo possível apenas após sequenciamento genômico em laboratório de referência em Kinshasa. A taxa histórica de letalidade da cepa varia entre 30% e 50%, segundo a OMS.
O risco de disseminação para países vizinhos, como Uganda e Sudão do Sul, é elevado devido à baixa fiscalização nas fronteiras, circulação de trabalhadores e conflitos armados. Infecções foram confirmadas em Kampala, capital de Uganda, que possui aeroporto internacional. Nos Estados Unidos, o CDC monitora seis cidadãos com suspeita de exposição, mas o risco de chegada da doença aos EUA e ao Brasil é considerado baixo.
O Ebola não é transmitido pelo ar, mas por contato direto com fluidos corporais ou superfícies contaminadas. O controle do surto depende de isolamento, rastreamento de contatos, sepultamentos seguros e suporte clínico precoce. Uma vacina experimental contra a variante Bundibugyo está em testes em primatas, e a OMS recomendou acelerar os ensaios clínicos para conter a crise.


