O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta segunda-feira (25) que o surto de Ebola na República Democrática do Congo e em Uganda já causou 220 mortes suspeitas. O avanço da doença supera a capacidade de resposta das autoridades, e o número de casos confirmados em Uganda subiu para sete.
Tedros Adhanom Ghebreyesus informou que viajará ao Congo, epicentro do surto, nesta terça-feira (26), acompanhado de Chikwe Ihekweazu, responsável por emergências de saúde na OMS. O surto da rara cepa Bundibugyo foi declarado emergência de saúde pública de importância internacional pela organização.
O primeiro caso suspeito foi registrado em 24 de abril, envolvendo um profissional de saúde na província de Ituri, onde a insegurança dificulta o controle da epidemia. A doença já se espalhou para a província de Kivu do Norte, que faz fronteira com Ituri.
Uganda confirmou sete casos de Ebola, com dois novos casos nesta segunda-feira (25). A OMS alertou que países vizinhos ao Congo correm alto risco e devem tomar medidas imediatas para conter a propagação.
A falta de vacinas aprovadas para a cepa Bundibugyo e a demora na detecção dos casos complicam a resposta ao surto, que deve piorar antes de melhorar, segundo a OMS.


