OpenAI, empresa de inteligência artificial com nove anos, alcançou valuation de US$ 852 bilhões em rodada recente, valor próximo ao da bolsa brasileira, que soma US$ 1,02 trilhão. A comparação revela expectativas extremas do mercado global para tecnologia.
Em 31 de março de 2026, a OpenAI captou US$ 122 bilhões em investimentos privados, liderados por Amazon, NVIDIA e SoftBank, atingindo valuation post-money de US$ 852 bilhões. Em 10 de abril, a B3 registrou valor de mercado consolidado de R$ 5,60 trilhões, cerca de US$ 1,02 trilhão.
A OpenAI fechou 2025 com receita de US$ 13,1 bilhões e projeta prejuízo de US$ 14 bilhões para 2026. A empresa é precificada a aproximadamente 35 vezes a receita, múltiplo superior ao de grandes empresas como Microsoft e Alphabet.
A SpaceX, que deve realizar IPO entre US$ 1,75 trilhão e US$ 2 trilhões, teve receita de US$ 18,67 bilhões e prejuízo de US$ 4,9 bilhões em 2025, com múltiplo de receita superior a 90 vezes. Diferentemente da OpenAI, a SpaceX possui três linhas de receita em escala industrial.
Especialistas divergem sobre a precificação da OpenAI: Greg Jensen, da Bridgewater Associates, alerta para risco de monopólio não concretizado, enquanto Martin Casado, da a16z, defende que o múltiplo é justificável caso a empresa alcance US$ 125 bilhões em receita até 2028.
Investidores brasileiros podem acessar a tese de inteligência artificial por meio de BDRs, ETFs internacionais e fundos globais, embora não tenham acesso direto à OpenAI ou SpaceX antes dos IPOs. Os próximos meses devem ser marcados por grande movimentação de capital global, impactando mercados emergentes como o brasileiro.


