O Ministério Público e a Polícia Civil deflagraram em 6 de maio a segunda fase da Operação Têmis, que investiga uma quadrilha que usou dados de idosos vulneráveis para ajuizar fraudes judiciais contra bancos na região de Ribeirão Preto (SP).
Um idoso acamado e dependente de balão de oxigênio teve seus dados usados pela organização criminosa para mover processos judiciais contra instituições financeiras sem seu conhecimento. O relato consta no relatório do Ministério Público, que detalha a situação de vulnerabilidade das vítimas, incluindo idosos e aposentados.
Na operação deflagrada nesta quarta-feira (6), seis pessoas foram presas, entre elas Klaus Philipp Lodoli, apontado como líder do esquema. Além disso, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Eles respondem por organização criminosa, estelionato, falsidade ideológica, fraude processual, lavagem de dinheiro e violação de sigilo de dados.
A Justiça determinou o bloqueio preventivo de até R$ 25 milhões em contas e bens dos suspeitos para garantir ressarcimento e evitar ocultação de patrimônio. Na chegada à delegacia, um dos presos afirmou estar tranquilo e que provará sua inocência.
A investigação prossegue para identificar todos os envolvidos e as vítimas afetadas pela fraude, que causou prejuízos a bancos e expôs pessoas vulneráveis a riscos judiciais e financeiros.

