Organizações da sociedade civil alertaram o governo federal nesta sexta-feira (22) sobre a necessidade de políticas de adaptação climática para populações vulneráveis. A Noaa estima 37% de chance de El Niño atingir intensidade muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.
O alerta foi feito pela Rede por Adaptação Antirracista, em parceria com o Observatório do Clima, em meio ao monitoramento do El Niño para 2026. A agência americana Noaa calcula 82% de probabilidade de formação do fenômeno entre maio e julho deste ano.
O fenômeno pode aumentar o risco de seca no Norte e Nordeste do Brasil e provocar chuvas intensas no Sul. As organizações destacam que eventos extremos atingem mais pessoas negras, periféricas, quilombolas, indígenas, mulheres, crianças e moradores de áreas de risco, agravados pela falta de infraestrutura urbana e políticas habitacionais.
O documento cobra ações imediatas de prevenção, preparação, resposta e recuperação, como instalação de sirenes, planos de fuga com participação comunitária, centros de monitoramento e estações meteorológicas. Também pede atualização do Plano Nacional de Adaptação e inclusão de temas como moradia, saúde, educação, gestão territorial, agricultura familiar e titulação de terras quilombolas nas políticas climáticas.


