Um painel com gravuras atribuídas a pessoas escravizadas no século 18 foi descoberto no porão de um casarão em Ouro Preto (MG) durante reforma iniciada em 2017. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) registrou o local como sítio arqueológico em março de 2026.
As gravuras, feitas possivelmente entre a década de 1750 e a primeira metade do século 19, incluem figuras humanas, animais, plantas e formas geométricas. O painel foi identificado pelo historiador e arqueólogo Leonardo Klink, que estuda o local desde 2022 com método não interventivo para preservar os vestígios.
O Iphan classificou o sítio arqueológico, chamado ‘Inscrições Afrodiaspóricas’, como de valor único e relevância nacional para a história da diáspora africana no Brasil. O órgão trabalha na conservação do painel e na elaboração de diretrizes para visitação.
O porão onde as gravuras foram encontradas era escuro e úmido até a década de 1970, possivelmente usado como senzala ou espaço inacessível. A família responsável pela casa aguarda as orientações do Iphan para definir a preservação e exposição do painel.


