Os Países Baixos alcançaram a posição de terceiro maior exportador mundial de alimentos em valor, apesar do pequeno território, graças a estufas de alta tecnologia e um ecossistema de inovação que integra universidade, empresas e pesquisa aplicada.
A Universidade de Wageningen, localizada no Food Valley, é referência global em pesquisa agrícola e desenvolve estufas que produzem até cinco vezes mais do que as convencionais em países da América Latina. O país exporta vegetais, carne, laticínios, plantas ornamentais e flores para mercados europeus como Alemanha, Bélgica, França e Reino Unido.
O sistema produtivo é sustentado por um ecossistema que inclui empresas derivadas da universidade e departamentos de pesquisa de grandes companhias como Unilever e FrieslandCampina. A colaboração entre agricultores, facilitada pelas curtas distâncias do país, também é um diferencial histórico.
Os desafios atuais envolvem o alto consumo de energia para aquecimento e iluminação das estufas, que representa 10% do consumo nacional de gás natural. O governo estabeleceu a meta de eliminar o uso de gás até 2050, exigindo a adoção de fontes renováveis e pesquisas para otimizar o uso energético, como o desenvolvimento de sistemas que permitem às plantas funcionarem como “baterias” para armazenar energia.
Além da agricultura, a Universidade de Wageningen lidera iniciativas para reduzir emissões de metano na pecuária por meio de melhoramento genético e uso de inteligência artificial para monitoramento do bem-estar animal, com metas de redução de 25% nas emissões em 25 anos.

