O Papa Leo XIV publicou nesta segunda-feira (25) a encíclica ‘Magnifica Humanitas’, que alerta para os perigos da inteligência artificial e defende uma regulação mais rigorosa da tecnologia. O documento foi apresentado no Vaticano com a presença de Christopher Olah, cofundador da Anthropic.
A encíclica de 42,3 mil palavras é o primeiro grande texto teológico do pontificado de Leo XIV e destaca que a inteligência artificial pode aumentar desigualdades, enfraquecer a autonomia humana e transferir decisões críticas para máquinas. O papa afirmou que não rejeita a inovação, mas defende que a tecnologia deve ser guiada por princípios éticos e responsabilidade.
O pontífice comparou o avanço da IA a uma nova revolução industrial, referenciando a encíclica ‘Rerum Novarum’ de 1891, que tratou das consequências sociais da industrialização. Ele pediu que governos, empresas e sociedade adotem regulamentações robustas, supervisão independente e responsabilidade política para garantir que a IA sirva ao bem comum.
O documento também alerta para o uso da IA em conflitos armados, destacando que armas autônomas tornam a guerra mais fácil e menos controlada por humanos. O papa defende educação para lidar com os desafios da IA e a definição clara de responsabilidades em decisões tomadas por sistemas automatizados.


