O papa Leo publicou nesta terça-feira (26) uma encíclica na qual pede o desarmamento da inteligência artificial para evitar que ela domine a humanidade. Ele criticou a IA por apenas imitar funções humanas sem consciência e alertou para a exploração de trabalhadores e o impacto ambiental dos centros de dados.
Na encíclica intitulada “Magnifica Humanitas”, o papa afirmou que a inteligência artificial não possui experiências, sentimentos ou compreensão interna de valores humanos como amor e responsabilidade. Ele comparou a exploração de pessoas que rotulam dados para IA a novas formas de escravidão digital, destacando o desgaste físico desses trabalhadores.
O pontífice também condenou o uso da IA em conflitos armados, afirmando que nenhum algoritmo pode tornar a guerra moralmente aceitável. Por isso, pediu que a tecnologia seja desarmada, liberada do controle monopolista e aberta ao debate público.
Além disso, o papa chamou atenção para o elevado consumo de energia e água dos centros de dados, que contribuem para as emissões de carbono, e defendeu soluções tecnológicas mais sustentáveis. O posicionamento reforça seu histórico de ceticismo em relação à IA, incluindo o pedido para que padres não usem ferramentas como ChatGPT para escrever sermões.
Enquanto isso, a empresa Anthropic manifestou apoio ao papa, defendendo uma colaboração entre desenvolvedores de IA e críticos para melhor compreensão e controle da tecnologia.


