O Partido Novo realizou nesta terça-feira (26) uma reunião de emergência por videoconferência para cobrar coerência do pré-candidato à Presidência Romeu Zema após críticas públicas a Flávio Bolsonaro, senador e aliado do PL. A reunião contou com lideranças da sigla e teve momentos tensos.
Romeu Zema participou do encontro enquanto estava em São Paulo, onde compareceu a um evento na Faria Lima. A ala conservadora do partido criticou o ex-governador por não manter a promessa da direita unida e não se atacar, com críticas duras, especialmente de Jeffrey Chiquini, que sugeriu que Zema estaria ajudando a eleger o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Zema chamou de “imperdoável” o áudio do senador Flávio Bolsonaro em conversa com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mas afirmou que o assunto era uma “página virada”. Mesmo assim, voltou a criticar a relação entre os dois, afirmando indignação com os elos do senador com o banqueiro.
Dentro do Novo, há preocupação com as alianças firmadas com o PL em vários Estados, o que agrava a tensão interna. O ex-vereador Carlos Bolsonaro, pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, criticou Zema, chamando-o de “sujeito baixo” e afirmando que ele prejudica a unidade da direita.
Em entrevista a jornalistas, Zema afirmou que quem votar em Flávio Bolsonaro na disputa presidencial está “muito provavelmente entregando a eleição” para a esquerda e o presidente Lula.


