O Partido Popular das Baratas, criado após declaração polêmica do presidente da Suprema Corte da Índia, reúne mais de 21 milhões de seguidores e critica o governo do premier Narendra Modi.
O presidente da Suprema Corte da Índia, Surya Kant, comparou jovens desempregados a “baratas” e afirmou que “parasitas da sociedade” atacavam a Justiça do país. A declaração gerou reação imediata nas redes sociais, especialmente entre a Geração Z, que criou o Partido Popular das Baratas (CJP), um movimento digital que já acumula mais de 21 milhões de seguidores no Instagram.
O CJP defende pautas como maiores oportunidades de emprego, salários dignos e combate à corrupção, temas que refletem a insatisfação dos jovens indianos com o sistema político atual. Segundo o fundador do movimento, um estudante de comunicação política, a iniciativa começou como uma sátira, mas ganhou força como plataforma de reivindicações juvenis.
Apesar do crescimento, a conta do CJP foi bloqueada para usuários na Índia, e o partido governista BJP questionou a espontaneidade do movimento, sugerindo motivações políticas. O CJP também lançou uma petição pela demissão do ministro da Educação após o cancelamento de um exame nacional devido a vazamento de provas.
O movimento indica uma possível mudança no cenário político indiano, com a juventude buscando novas formas de participação e contestação ao governo de Narendra Modi, que está no poder desde 2014.


