Pesquisadores da Universidade Tulane, nos Estados Unidos, descobriram que átomos na superfície do ouro se reorganizam rapidamente formando uma camada protetora que impede a oxidação, explicando por que o metal mantém o brilho por milhares de anos.
O estudo, publicado na revista Physical Review Letters, mostrou que os átomos do ouro formam uma estrutura compacta em zigue-zague, chamada de “espinha de peixe”, que dificulta a reação do oxigênio com o metal. Essa reorganização ocorre em poucos segundos quando uma nova superfície do ouro é exposta, como após um corte ou arranhão.
Os pesquisadores usaram simulações computacionais para analisar diferentes superfícies do ouro. Nas áreas mais compactas, a oxidação foi bilhões ou trilhões de vezes mais difícil do que em superfícies abertas, onde o oxigênio reage com facilidade.
Além de explicar a durabilidade do brilho do ouro, a descoberta pode auxiliar a indústria química. Controlar essa reorganização atômica pode tornar o ouro mais eficiente como catalisador em processos industriais. O estudo também sugere que partículas muito pequenas de ouro podem não formar completamente essa camada protetora, alterando seu comportamento.


