Pesquisa Genial Quaest realizada entre 8 e 11 de maio mostra que 68% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1, que prevê seis dias de trabalho e um de descanso. O levantamento ouviu 2.004 pessoas em todas as regiões do país e tem margem de erro de dois pontos percentuais.
O levantamento indicou que o apoio ao fim da escala 6×1 caiu entre eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de 92% em dezembro para 76% agora. Entre a esquerda não lulista, o apoio se manteve estável, passando de 89% para 88%. Na direita não bolsonarista, o apoio subiu de 52% para 55%. A pesquisa também mostrou que 60% dos entrevistados apoiam a redução da jornada com diminuição salarial, enquanto 39% são contrários.
O relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA), que deve ser apresentado nesta quarta-feira (20) na Câmara dos Deputados, propõe alterar o parágrafo 13 do artigo 7º da Constituição para reduzir a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas. A proposta mantém a possibilidade de compensação de horários e prevê dois repousos semanais remunerados, um preferencialmente aos domingos.
Prates afirmou: “Lembrando que eu quero dizer que nós estamos tratando de diminuição do teto máximo e não de compressão de jornada. Quem tá abaixo de 40 continua com a sua jornada de trabalho”. A proposta também inclui veto à redução salarial, com punição para empresas que descumprirem a norma, e prevê regras de transição para adaptação das empresas.
As mudanças estão sendo debatidas por meio das PECs 8/2025, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), e 221/2019, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que foram apensadas. Após acordo entre o governo federal e a Câmara, a jornada deve ser fixada em 40 horas semanais, em vez das 36 horas previstas inicialmente.

