A Polícia Federal investiga o ex-governador do Rio de Janeiro por suposto vínculo próximo e alinhamento político com o controlador do Banco Master para viabilizar investimentos de R$ 3 bilhões do Rioprevidência. A operação, autorizada pelo STF, cumpriu mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (26).
Segundo a Polícia Federal, as transferências do fundo de previdência dos servidores fluminenses para fundos ligados ao Banco Master dependiam da atuação política do ex-governador. A investigação aponta encontros frequentes entre ele e o banqueiro, inclusive em ambientes privados e no exterior, custeados pelo controlador do banco.
O Rioprevidência aplicou R$ 970 milhões em letras financeiras emitidas pelo Banco Master e R$ 2,01 bilhões em fundos de investimento ligados à instituição a partir de julho de 2024. A PF destaca que houve nomeação estratégica de dirigentes do fundo para garantir decisões favoráveis ao banco, contrariando normas regulatórias.
Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, incluindo contra o ex-governador e outros envolvidos, como lobista e ex-dirigentes do Rioprevidência. A defesa do ex-governador não se manifestou até o momento.


