A Polícia Federal investiga aportes de R$ 3 bilhões feitos pelo Rioprevidência no Banco Master sem critérios técnicos. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra o ex-governador do Rio de Janeiro e ex-dirigentes da autarquia nesta terça-feira (27), autorizados pelo ministro André Mendonça, do STF.
Os aportes começaram após a nomeação de Deivis Marcon Antunes como presidente do Rioprevidência em julho de 2023, quando foram revogadas normas que limitavam investimentos a instituições com melhor avaliação em agências de risco, excluindo o Banco Master.
Entre outubro de 2023 e julho de 2024, o órgão aplicou cerca de R$ 1,16 bilhão em Letras Financeiras do Banco Master. Em outubro de 2024, técnicos do Tribunal de Contas do Estado recomendaram o fim de novas aplicações no banco.
Apesar da recomendação, de dezembro de 2024 a outubro de 2025, o Rioprevidência repassou outros R$ 2,01 bilhões a fundos estruturados do grupo Master. Em dezembro de 2025, o Tribunal de Contas recomendou o afastamento imediato de dirigentes do órgão por indícios de irregularidades.
Em janeiro de 2026, mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra o ex-presidente do Rioprevidência, que foi preso em fevereiro. Em abril, o Ministério Público do Rio de Janeiro acionou a Justiça para tentar recuperar R$ 1 bilhão aportado no banco e pediu o afastamento do presidente interino do órgão.


