A Polícia Penal do Rio Grande do Sul concluiu nesta sexta-feira (22) a 11ª fase da operação Mute, que visa retirar celulares e outros itens ilícitos de presídios para enfraquecer organizações criminosas. A ação envolveu mais de 300 agentes e passou por quatro penitenciárias do estado.
A ofensiva começou no dia 18 de maio na Penitenciária Estadual Modulada de Montenegro, no Vale do Caí, e seguiu para as unidades de Charqueadas, Santa Maria e Porto Alegre. A operação utilizou tecnologia e inteligência para identificar e apreender celulares, chips, carregadores e cabos USB.
Participaram da ação os Grupos de Intervenção Rápida, equipes das unidades prisionais, além de efetivos de inteligência da Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo e da Polícia Penal. A Polícia Rodoviária Federal apoiou logisticamente a mobilização.
Desde 2023, a operação Mute já revisou mais de 40 mil celas em âmbito nacional, recolhendo ao menos 8,5 mil celulares e outros itens ilícitos. A iniciativa integra o programa Brasil contra o Crime Organizado, que prevê investimento superior a R$ 11 bilhões na segurança pública.
No Rio Grande do Sul, sete presídios foram escolhidos para as ações por critérios estratégicos, mas o governo estadual ainda não aderiu ao programa federal, aguardando informações complementares. O secretário da Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo afirmou que planejamento e integração são pilares da estratégia de segurança do estado, enquanto o superintendente da Polícia Penal destacou o impacto positivo da operação na segurança das unidades e da sociedade.


