Polvos gigantes da subordem Cirrata, com até 19 metros, foram predadores de topo nos oceanos do Período Cretáceo, entre 100 e 72 milhões de anos atrás, segundo pesquisa internacional.
Uma equipe internacional de cientistas analisou mandíbulas fossilizadas encontradas em sedimentos do Japão e da Ilha de Vancouver para identificar duas espécies principais: Nanaimoteuthis jeletzkyi, com 2,8 a 7,7 metros, e Nanaimoteuthis haggarti, que atingia até 18,6 metros.
As mandíbulas apresentavam marcas de desgaste severo, indicando que esses polvos eram carnívoros ativos que esmagavam conchas e ossos de suas presas. Eles usavam seus longos braços para capturar e dominar grandes presas, puxando-as para suas mandíbulas poderosas.
A assimetria no desgaste das mandíbulas sugere lateralidade, comportamento associado a cérebros complexos e inteligência avançada. O biólogo Leandro Alves comentou que a longevidade poderia ampliar a capacidade cognitiva desses animais.
O estudo conclui que a evolução convergente entre cefalópodes e vertebrados marinhos resultou em predadores enormes e inteligentes, mostrando que força e inteligência nem sempre dependem de couraças ou escamas.


