O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, criticou nesta terça-feira (26) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. Ele afirmou que as alterações nas regras trabalhistas devem considerar as particularidades de cada setor e região, e não podem ser generalizadas.
Skaf falou após reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, representantes empresariais e senadores. Ele destacou que a reforma trabalhista consolidou maior liberdade de negociação entre empresas e trabalhadores e que mudanças estruturais exigem análise detalhada dos impactos econômicos e operacionais.
O presidente da Fiesp afirmou que modelos rígidos podem desconsiderar necessidades específicas de setores como a indústria química, que opera em regime contínuo, e os setores de alimentação e serviços, que demandam funcionamento em mais dias da semana.
Ele defendeu estudos técnicos aprofundados, setor por setor e região por região, antes de qualquer mudança. Skaf lembrou que a legislação atual já estabelece o teto de 44 horas semanais e que a média brasileira é de cerca de 38 horas.
Ao concluir, reforçou a crítica a regras únicas que engessam atividades produtivas e ressaltou a importância da negociação entre as partes envolvidas.


