A menos de três meses dos 250 anos da independência dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump busca ampliar sua presença em símbolos nacionais, como passaportes comemorativos e cédulas de dólar, enquanto projetos arquitetônicos e disputas sobre arquivos presidenciais geram controvérsia.
O Departamento de Estado anunciou uma edição limitada de passaportes comemorativos com a imagem do presidente, enquanto o Tesouro confirmou que futuras cédulas de dólar terão sua assinatura, rompendo uma tradição de mais de 160 anos. Essas ações fazem parte de uma estratégia para alterar a visão histórica americana, segundo o historiador Kirk Savage.
Além disso, o Departamento de Justiça questionou a constitucionalidade da Lei de Registros Presidenciais de 1978, que determina que documentos do mandato pertencem ao Estado. Projetos como a construção de um arco triunfal de 76 metros em Washington e um novo salão de festas na Casa Branca, orçado em US$ 400 milhões, enfrentam debates e questionamentos judiciais.
Especialistas alertam para o risco de transformar símbolos nacionais em instrumentos de promoção pessoal, especialmente em um momento de tensão com o Irã, que aumenta o peso político das comemorações do bicentenário.


