O ex-secretário municipal de Obras de Campo Grande e diretor-presidente da Agesul, Rudi Fiorese, foi preso nesta terça-feira (12) na Operação Buraco Sem Fim, que investiga desvios de R$ 113 milhões em contratos de tapa-buracos firmados entre 2018 e 2025.
A operação, conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) por meio do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e do Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), resultou na prisão de Rudi Fiorese e de outras seis pessoas suspeitas de fraudes em contratos públicos de manutenção de vias em Campo Grande.
Foram apreendidos R$ 429 mil em dinheiro vivo em dois endereços ligados aos investigados, sendo R$ 186 mil em um imóvel relacionado a um servidor e R$ 233 mil em outro local. A investigação aponta que o grupo manipulava medições para justificar pagamentos por serviços não realizados.
Parte dos presos já havia sido alvo da Operação Cascalhos de Areia, deflagrada em 2023, que apurou desvios de R$ 300 milhões em contratos de manutenção de vias não pavimentadas e locação de máquinas para a Prefeitura de Campo Grande. Entre os investigados estão o ex-secretário Rudi Fiorese, o engenheiro Mehdi Talayeh e servidores da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso do Sul (Seilog) informou que o governo estadual não é alvo da investigação e que Rudi Fiorese será exonerado por fatos relacionados ao período em que atuou na prefeitura. A Prefeitura de Campo Grande afirmou que os contratos investigados são da gestão anterior, iniciada em 2017.

