Professores e servidores da Educação da rede municipal de São Paulo rejeitaram a proposta de reajuste salarial de 3,51% apresentada pela prefeitura e decidiram manter a greve iniciada em 28 de abril.
A proposta da prefeitura, baseada no Índice de Preços ao Consumidor de São Paulo (IPC-Fipe) acumulado entre abril de 2025 e março de 2026, prevê aumento de 3,51% para todos os servidores municipais. A Câmara dos Vereadores aprovou o texto em primeiro turno, mas a segunda votação está prevista para a próxima semana. A administração municipal informou que a medida representa impacto superior a R$ 1 bilhão por ano na folha de pagamento.
O Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem) afirmou que a proposta não recompõe as perdas acumuladas dos servidores e convocou manifestação e assembleia para o dia 13 de maio, às 14 horas, em frente à prefeitura. O Sindicato dos Especialistas de Educação classificou a oferta como “indecente”, criticando o parcelamento do reajuste e mudanças que poderiam abrir “portas para a privatização”.
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo determinou que as escolas municipais devem funcionar com pelo menos 70% dos professores e profissionais do quadro de apoio durante a greve. A Secretaria Municipal de Educação orienta que ausências não justificadas serão descontadas e que responsáveis por alunos devem acionar a Diretoria Regional de Educação em caso de falta de atendimento.
A prefeitura informou que, na área da Educação, o piso inicial dos professores terá aumento de 5,4%, elevando o salário inicial para R$ 5.831,88, valor 13,7% acima do piso nacional para 2026. O prefeito Ricardo Nunes mantém política de valorização dos servidores desde 2021, apesar da rejeição da proposta pela categoria.


