Professores da Universidade de São Paulo (USP) iniciaram greve nesta segunda-feira (25) em apoio aos estudantes e por reajuste salarial. A decisão foi tomada em assembleia da Adusp, que rejeita reajuste de 3,47% e propõe aumento maior. Estudantes estão paralisados desde abril, reivindicando aumento no Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (Papfe).
A greve dos professores da USP começou nesta segunda-feira (25) em apoio aos estudantes, que estão em paralisação desde 14 de abril. A decisão foi tomada em assembleia geral da Associação de Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp), que também reivindica reajuste salarial acima do índice proposto pelo Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp).
Os docentes contestam o reajuste de 3,47%, baseado no IPC-Fipe, e apresentaram contraproposta com reajuste pelo IPCA de 4,39% mais 3% para recuperação das perdas salariais desde 2012. A paralisação foi iniciada imediatamente, após votação na assembleia.
Os estudantes, liderados pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), pedem reajuste no Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (Papfe). A USP propôs aumento pelo IPC-Fipe, elevando o auxílio integral para R$ 912, mas os alunos defendem valor de R$ 1.804, equivalente ao salário mínimo paulista.
A reitoria realizou três rodadas de negociação, mas encerrou as conversas após rejeição da proposta pelos estudantes. O reitor Aluísio Segurado afirmou que a oferta apresentada é a última possível.


