Professores da Universidade de São Paulo (USP) entraram em greve nesta segunda-feira (25) em apoio aos estudantes, que estão paralisados desde abril, e por valorização salarial. A decisão foi tomada em assembleia da Associação de Docentes da USP (Adusp), que rejeita reajuste de 3,47% proposto pelo Conselho de Reitores das Universidades Paulistas (Cruesp).
A categoria reivindica reajuste pelo IPCA de 4,39% mais 3% de recuperação salarial, além da retomada das negociações da reitoria com os estudantes. Entre as pautas está o aumento do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (Papfe) e a não criminalização do movimento estudantil.
Os estudantes da USP estão em greve desde 14 de abril, liderados pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE). Eles rejeitam a proposta da universidade de reajuste do Papfe pelo índice IPC-Fipe, que elevaria o auxílio integral para R$ 912, e pedem aumento para R$ 1.804, valor equivalente ao salário mínimo paulista.
A reitoria realizou três rodadas de negociação, mas encerrou unilateralmente as conversas após a rejeição da proposta pelos estudantes. O reitor Aluísio Segurado afirmou que os valores apresentados eram a última oferta possível.


