Um psiquiatra, testemunha de acusação, afirmou nesta quarta-feira (27) que o ex-vereador réu pela morte de um menino de 4 anos apresenta um padrão de prazer em infligir dor em crianças. A declaração foi feita no terceiro dia de depoimentos do julgamento no Rio de Janeiro.
O psiquiatra, que havia elaborado parecer anexado ao processo, afirmou que o réu tem perfil “egocêntrico, narcisista e sádico” e sentia prazer nos atos de violência contra as ex-companheiras e seus filhos. “Embora seja uma análise subjetiva minha, eu tive essa percepção e interpretação”, disse durante questionamentos do Ministério Público.
O réu interrompeu a fala do psiquiatra para contestar a declaração, classificando-a como interpretação pessoal. A defesa do ex-vereador pretende usar um parecer técnico psiquiátrico independente, contratado com um psiquiatra conhecido por atuar em outros casos de grande repercussão, para rebater a avaliação.
Além do psiquiatra, devem ser ouvidos nesta quarta um perito e uma médica. No segundo dia de julgamento, prestaram depoimento os delegados responsáveis pela investigação da morte do menino. A juíza do caso advertiu a defesa por estender a oitiva das testemunhas e criticou o ritmo do processo, afirmando que, se mantido, o julgamento poderia durar um mês.
Ao todo, 27 testemunhas serão ouvidas. A expectativa é de que o julgamento dure de cinco a sete dias no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Fórum Central do Rio.


