Com as eleições de 2026 se aproximando, o PT avalia nomes para disputar os governos de Goiás e Minas Gerais, dois estados onde o partido ainda não definiu candidatos. Em Minas, Rodrigo Pacheco deve ficar fora da disputa, abrindo caminho para alternativas como Josué Gomes, Alexandre Kalil e Marília Campos. Em Goiás, a deputada Adriana Accorsi é a principal cotada, mas resiste à candidatura.
Em Minas Gerais, a situação é mais delicada. Segundo a imprensa, Rodrigo Pacheco não deve disputar o governo, embora ainda falte uma conversa final. Analistas apontam que alguns petistas apostam no poder de sedução do presidente Lula. O plano B seria Josué Gomes, filho de José Alencar, filiado ao PSB. Há ainda a possibilidade de Alexandre Kalil, do PDT, mas sua relação com o PT local é descrita como problemática. A terceira alternativa, Marília Campos, ex-prefeita de Contagem, resiste a trocar a pré-candidatura ao Senado pelo governo, mas Lula pode convencê-la a aceitar o que seria um “sacrifício nessa eleição”.
Em Goiás, o PT enfrenta um histórico desfavorável, com perfil eleitoral ligado ao agronegócio e ao conservadorismo. A principal cotada, Adriana Accorsi, deputada federal e delegada, também resiste, preferindo renovar o mandato. Uma alternativa é Flávio Faído, pecuarista de Rio Verde e filiado ao PT, que teria capacidade de dialogar com o agronegócio. Segundo fontes, Lula pode convocar ambos para conversas em Brasília.
O prazo para definições está se esgotando. Embora a maioria dos estados já tenha palanques articulados, Goiás e Minas Gerais seguem como dois nós essenciais para o partido. Ainda não há decisão final, e as negociações continuam nos bastidores.


