A Raízen apresentou nesta quarta-feira (27) uma proposta preliminar para reestruturar sua dívida de R$ 75,3 bilhões, combinando conversão de 45% do passivo em ações, alongamento dos prazos e aporte de capital dos acionistas.
A dívida total da Raízen somava R$ 75,3 bilhões em março de 2026, dos quais R$ 65,4 bilhões estão no processo de recuperação extrajudicial. A maior parte do endividamento é composta por bonds em dólar, que totalizam R$ 27,2 bilhões, seguidos por financiamentos de pré-pagamento de exportação, com R$ 11,9 bilhões.
A proposta prevê a conversão de 45% da dívida reestruturada em ações da empresa ao preço de R$ 0,25 por papel. Os 55% restantes seriam trocados por novos títulos de longo prazo, com vencimentos entre 2032 e 2035, que terão remuneração atrelada ao CDI ou juros em moeda estrangeira, além de garantias vinculadas a ativos específicos.
O plano inclui aporte de R$ 3,5 bilhões da Shell e previa potencial injeção adicional de R$ 500 milhões por veículo ligado à família controladora da Cosan, mas os credores já não consideram esse aporte adicional provável. Os credores poderão optar por receber os novos títulos na mesma moeda de seus créditos atuais, incluindo real, dólar e potencialmente euro. O plano também oferece alternativas com descontos maiores para credores que aceitarem condições diferenciadas de pagamento.


