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Cultura

Reginaldo Faria protagoniza filme familiar que discute etarismo e vida ativa na terceira idade

Rafael Barbosa
Última atualização: 13 de maio de 2026 20:00
Rafael Barbosa
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Tempo: 3 min.
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O ator Reginaldo Faria, aos 88 anos, protagoniza o filme “Perto do Sol é mais claro”, dirigido por seu filho Régis Faria e coestrelado pelos outros dois filhos, Marcelo e Carlos André. O longa aborda o etarismo e a invisibilidade social enfrentada pelos idosos, estreando nesta quinta-feira nos cinemas brasileiros.

O filme “Perto do Sol é mais claro” foi concebido durante a pandemia, quando Reginaldo Faria passou a morar com o filho Régis, que decidiu criar um projeto cinematográfico para trabalhar com o pai. O longa, filmado em preto e branco, acompanha um engenheiro de 85 anos que enfrenta o luto pela morte da esposa, tenta escrever seu primeiro livro e lida com a percepção social que o vê como aposentado e invisível. Reginaldo, que tinha 85 anos durante as filmagens, afirma que o personagem carrega suas próprias experiências de solidão e vontade de viver.

Régis Faria acumulou diversas funções técnicas na produção, incluindo direção, roteiro, produção, fotografia, som direto, direção de arte, continuidade e montagem, enquanto Reginaldo atuou, produziu e compôs a trilha sonora, reforçando o caráter artesanal do projeto. O elenco inclui ainda alunos da Casa das Artes de Laranjeiras, a atriz Vannessa Gerbelli, os filhos e sobrinhas da família, além de amigos próximos.

Além deste trabalho, Reginaldo Faria está em cartaz com a comédia “Velhos bandidos”, dirigida por Cláudio Torres, que também aborda o etarismo e reúne atores da mesma geração. O ator celebra sua vitalidade e recusa a ideia de aposentadoria: “Eu não quero me deixar morrer, quero continuar vivendo. Para mim, não existe idade para morrer, então vou viver e descartar todos os olhares de invisibilidade”, disse. Seu filho Carlos André destaca a lucidez e energia do pai, que completará 89 anos em junho.

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O filme também marca a participação da nova geração da família Faria, com os netos atuando e demonstrando interesse pelas artes, embora os pais busquem preservar a infância das crianças. Régis comenta que o longa mistura ficção e realidade, utilizando os próprios nomes dos atores para expressar a generosidade e autenticidade do projeto.

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