A remuneração média dos CDBs (Certificados de Depósito Bancário) caiu em abril de 2026 ante o mesmo mês de 2025, segundo levantamentos das consultorias Quantum e Kaya Asset Management. A maioria das ofertas atualmente não ultrapassa 107% do CDI, após o escândalo de insolvência do Banco Master, que oferecia taxas de até 190% do CDI.
Os títulos com prazos de 6 e 24 meses foram os mais afetados, com redução de 3% e 4% na remuneração, respectivamente. O número de ofertas desses papéis também despencou: queda de 40% para os de 6 meses e de 60,2% para os de 24 meses na comparação com abril de 2025.
Apesar da retração nos lançamentos, o estoque total de CDBs na B3 continua crescendo, passando de R$ 1,9 trilhão em 2022 para R$ 2,8 trilhões em 2025. Segundo relatório da Kaya, os bancos reduziram a necessidade de oferecer taxas elevadas porque já estão bem capitalizados, e outros produtos, como LCIs e LCAs, ganharam espaço.
Em abril de 2026, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou novas regras para captação com garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), após o rombo de R$ 50 bilhões causado pela fraude do Banco Master. As medidas, que incluem exigências de liquidez, terão implementação gradual a partir de 2027 e devem tornar menos atrativa a competição por taxas muito acima da média.


