Para gerar US$ 4 mil por mês em renda passiva com dividendos na aposentadoria, o investidor precisa de um capital entre US$ 480 mil e US$ 1,4 milhão, dependendo do perfil de risco. A estratégia conservadora, com fundos como o Schwab U.S. Dividend Equity ETF (SCHD), exige cerca de US$ 1,2 milhão, enquanto opções mais agressivas, como fundos de opções cobertas, reduzem o capital para US$ 480 mil, mas com maior risco de erosão do principal.
Segundo o artigo, uma carteira conservadora focada em crescimento de dividendos, com rendimento médio de 3,5% a 4%, requer de US$ 1,2 milhão a US$ 1,37 milhão. Fundos como o SCHD, que possui mais de US$ 70 bilhões em ativos e taxa de administração de 0,06%, oferecem rendimento atual próximo a 3,1%, mas com potencial de crescimento anual de 7% a 8% nos pagamentos, protegendo o poder de compra ao longo do tempo.
No nível moderado, com rendimento de 6%, o capital necessário cai para US$ 800 mil. Estratégias híbridas combinam dividendos com opções de venda cobertas, como as do JPMorgan Equity Premium Income ETF (JEPI), que rende cerca de 8%. Contudo, a tributação como renda ordinária pode elevar a alíquota para 24% para casais com renda acima de US$ 210 mil, recomendando-se alocar esses fundos em contas com diferimento fiscal.
Para investidores dispostos a assumir mais risco, rendimentos de 10% reduzem o capital para US$ 480 mil. Fundos como o Global X NASDAQ 100 Covered Call ETF (QYLD) oferecem altos rendimentos, mas historicamente erosionam o valor patrimonial líquido, distribuindo retorno de capital e perdendo poder de compra com a inflação, atualmente em 3,7% ao ano nos EUA.


