Republicanos do Alabama avançam para aprovar um novo mapa eleitoral que pode diminuir a representação democrata no Congresso. A ação ocorre após decisão da Suprema Corte que limita o uso da raça no redistritamento e provoca reação de democratas locais e nacionais.
O presidente da Câmara do Alabama, Nathaniel Ledbetter, defende o chamado mapa Livingston, que foi imposto pela Justiça e alterou a delegação do estado de 6-1 para 5-2 a favor dos republicanos. Ele espera que a Suprema Corte reavalie a decisão anterior, citando recente julgamento que derrubou o mapa da Louisiana como precedente.
O senador democrata Cory Booker visitou Birmingham para criticar a tentativa dos republicanos de reverter o mapa atual, afirmando que os direitos de voto estão em jogo. Booker participou de um encontro com a representante democrata Terri Sewell, única democrata do estado, que ganhou uma cadeira após o redesenho judicial.
A governadora Kay Ivey convocou uma sessão especial da legislatura para preparar ajustes nas eleições primárias, marcadas para 19 de maio, caso o mapa seja alterado. O secretário de Estado, Wes Allen, confirmou que a data das primárias permanece inalterada, independentemente das decisões da sessão especial.
O debate sobre o redistritamento no Alabama reflete uma disputa mais ampla no Sul dos Estados Unidos, onde decisões recentes da Suprema Corte têm limitado o uso da raça na definição de distritos eleitorais, impactando a representação de minorias e o equilíbrio político.


