A rede municipal do Rio de Janeiro registrou 47.075 atendimentos a vítimas de acidentes de trânsito em 2025, sendo 69,5% deles relacionados a motocicletas. O Hospital Municipal Souza Aguiar concentrou o maior número de casos, seguido pelo Hospital Municipal Lourenço Jorge.
Os dados do Observatório Epidemiológico da cidade do Rio de Janeiro (EpiRio), desenvolvido pelo Centro de Inteligência Epidemiológica (CIE), mostram a pressão sobre os hospitais de urgência e emergência da cidade, que lidam diariamente com casos graves provocados por acidentes de trânsito. O aumento da frota de motocicletas contribui para o crescimento desses atendimentos, especialmente entre trabalhadores que usam a moto como ferramenta de renda.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Prado, a Prefeitura criou setores especializados para vítimas de acidentes de trânsito no Hospital Municipal Barata Ribeiro e no Hospital do Andaraí, visando agilizar o atendimento. Ele ressaltou que “a segurança começa na prevenção” e que atitudes como respeitar limites de velocidade, não usar celular ao volante e utilizar equipamentos de proteção são essenciais.
Somente nos quatro primeiros meses de 2026, a rede municipal já registrou mais de 11,9 mil atendimentos a vítimas de acidentes de trânsito, o que demanda leitos, equipes especializadas, exames e cirurgias de alta complexidade. O impacto dos acidentes vai além dos hospitais, afetando famílias e afastando jovens adultos de suas atividades.
Em 2025, a Prefeitura do Rio lançou o Plano Municipal de Segurança Viária 2025-2028, com a meta de reduzir as mortes no trânsito até 2030. A estratégia inclui ações de fiscalização, educação, engenharia de tráfego e monitoramento de dados para promover um trânsito mais seguro na cidade.

