Roraima teve a maior taxa de bebês não registrados no ano de nascimento do Brasil em 2024, com 13,86%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A média nacional foi de 0,95%, o menor valor desde 2015.
Os dados fazem parte das Estimativas de Sub-registro de Nascimentos e Óbitos divulgadas pelo IBGE nesta quarta-feira (20). O sub-registro considera nascimentos não registrados em cartório até março do ano seguinte ao nascimento.
O Paraná teve a menor taxa do país, com 0,12%. O instituto apontou que fatores como acessibilidade geográfica, baixa densidade de cartórios e nascimentos domiciliares elevam o sub-registro em Roraima.
Quanto aos óbitos, Roraima registrou sub-registro de 10,91%, entre as cinco maiores taxas do país. Três municípios do estado — Alto Alegre (67,97%), Amajari (60,10%) e Uiramutã (55,58%) — estão entre os dez com maiores índices nacionais.
Populações vulneráveis, como comunidades rurais e indígenas, enfrentam pobreza e falta de acesso a serviços básicos, o que contribui para a invisibilidade estatística, segundo o IBGE. O estado também apresentou a maior taxa de subnotificação no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), com 2,73%, indicando falhas no sistema de saúde local.


