O Ministério das Relações Exteriores da Rússia alertou nesta segunda-feira (25) para novos ataques contra Kiev e recomendou que cidadãos estrangeiros, incluindo diplomatas, deixem a capital ucraniana o mais rápido possível, após intensos bombardeios no fim de semana.
O alerta foi comunicado ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pelo chanceler russo Sergei Lavrov, que pediu a retirada imediata dos diplomatas norte-americanos e de outros países. A Chancelaria russa afirmou que as Forças Armadas estão atacando sistematicamente instalações do complexo militar-industrial ucraniano em Kiev, especialmente locais ligados à produção de drones.
No último fim de semana, a Rússia lançou um dos mais agressivos bombardeios desde o início do conflito, utilizando mais de 600 drones e 90 mísseis, incluindo o míssil balístico Oreshnik. Os ataques atingiram áreas centrais de Kiev, danificando prédios residenciais, escolas, equipamentos culturais e o Museu Nacional de Arte da Ucrânia.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que os mísseis russos atingiram uma estação de tratamento de água, um mercado e dezenas de prédios residenciais e escolas, causando mortes e feridos. A intensificação dos ataques ocorre em meio à resistência ucraniana nas frentes terrestres e à estagnação das negociações de paz.
Lideranças europeias discutem a indicação de um enviado especial para negociar com o presidente russo Vladimir Putin, com nomes como Angela Merkel e Mario Draghi sendo considerados. O líder alemão Friedrich Merz sugeriu conceder à Ucrânia o status de membro associado da União Europeia, proposta rejeitada por Zelensky.


