A Rússia anunciou nesta segunda-feira (25) ataques sistemáticos contra alvos militares e centros de decisão em Kiev e pediu que estrangeiros deixem a cidade. O governo ucraniano e a União Europeia rejeitaram a ameaça e afirmaram que permanecerão na capital.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia informou que os ataques são uma resposta aos ataques ucranianos contra civis em território russo. O comunicado pediu que estrangeiros, incluindo diplomatas, deixem Kiev o mais rápido possível.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, pediu aos aliados que não cedam à “chantagem russa”. A chefe da missão da União Europeia em Kiev, Katarina Mathernova, afirmou que o bloco permanecerá na cidade, rejeitando o objetivo russo de semear pânico.
Os ataques recentes em Kiev causaram duas mortes e 91 feridos, além de danos a cerca de 300 locais, incluindo um museu dedicado ao desastre de Chernobyl. Moscou usou um míssil hipersônico Oreshnik pela terceira vez em mais de quatro anos de conflito.
Na região de Belgorod, na Rússia, um ataque com mísseis e drones matou um homem e feriu outro, cortando energia e água. Na Ucrânia, ataques russos nas regiões de Kherson, Derhachi, Pavlohrad e Kramatorsk causaram mortes e feridos, segundo autoridades locais.

