Saint-Ouen, na periferia de Paris, marca a fronteira entre a cidade tradicional e a banlieue, conhecida por conflitos e grandes blocos de concreto. O bairro passou por gentrificação após os Jogos Olímpicos e é sede do clube Red Star.
Os vendedores ambulantes e as barracas do mercado começam a fechar na tarde de sábado em Saint-Ouen. O aroma de cordeiro assado mistura-se ao convívio entre moradores locais, aposentados e imigrantes de terceira geração, além de jovens com estilo hipster e roupas caras.
Saint-Ouen representa a transição entre o Paris haussmanniano, inacessível para muitos, e a banlieue, que até pouco tempo era marcada por revoltas juvenis, terrorismo jihadista e grandes blocos de concreto. A região é também fruto dos investimentos realizados para os Jogos Olímpicos recentes, simbolizando a gentrificação da periferia parisiense.
Além disso, o bairro é o lar do Red Star, o clube mais antigo e carismático da cidade, que mantém viva a tradição esportiva local em meio às transformações sociais.


