Samsung Electronics e líderes sindicais da Coreia do Sul fecharam um acordo provisório na noite de 20 de maio para evitar greve marcada para 21 de maio a 7 de junho. O ministro do Trabalho, Kim Young-hoon, mediou as conversas que resultaram no entendimento.
A Samsung Electronics e o sindicato dos trabalhadores chegaram a um acordo provisório sobre o pagamento de bônus na noite de quarta-feira (20), poucas horas antes do início da greve que poderia causar transtornos à maior fabricante mundial de chips de memória.
O sindicato concordou em suspender a paralisação prevista para o período de 21 de maio a 7 de junho até novo aviso, pois os sindicalizados votarão o acordo entre 23 e 28 de maio. O ministro do Trabalho da Coreia do Sul, Kim Young-hoon, afirmou que as partes fizeram concessões mútuas para reduzir as divergências, sem detalhar o conteúdo do acordo.
As negociações anteriores não haviam avançado devido à discordância sobre a divisão dos lucros da Samsung. O sindicato exigia que 15% do lucro operacional anual fossem destinados a bônus, mas a administração rejeitou por ultrapassar o teto atual de 50% do salário anual. Também foram recusadas as demandas para eliminar esse teto e para que funcionários de unidades deficitárias recebessem bônus vinculados ao desempenho.
O governo sul-coreano havia alertado que poderia usar poderes de mediação emergencial para interromper a greve por um mês e impor um acordo caso as negociações fracassassem, aumentando a pressão para um desfecho.


