O secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro, médico da UERJ, afirmou nesta quarta-feira (27) que não haverá interferência política nas decisões da pasta. Ele ampliou a distribuição de recursos para 92 municípios, antes limitada a 35, e planeja mutirões para reduzir filas na rede pública.
Em entrevista, o secretário explicou que a distribuição dos recursos seguirá critérios técnicos baseados na vulnerabilidade e população de cada cidade, alinhados aos parâmetros do Ministério da Saúde. Ele afirmou que pedidos políticos são encaminhados à Casa Civil para evitar interferências.
Sobre os contratos sem licitação, há atualmente 458 Termos de Ajuste de Contas na Fundação Saúde, mas processos regulares em andamento devem extinguir cerca de 75% deles. O secretário pediu concurso público para a Fundação e a secretaria, além de investir na capacitação dos servidores com parcerias acadêmicas.
Para enfrentar as filas da alta complexidade, o gestor pretende aproveitar melhor as unidades do SUS, abrir leitos e realizar mutirões de atendimento. Também estuda transformar o Instituto de Dermatologia em hospital de cuidados paliativos. Segundo ele, o estado já alcança o mínimo constitucional de 12% do orçamento para Saúde e busca suplementação para reorganizar os gastos.


