Sete médicos foram indiciados por homicídio culposo pela morte de uma adolescente de 13 anos em Itaúna, Minas Gerais, após demora no diagnóstico de apendicite em novembro de 2025. A Polícia Civil identificou falhas sucessivas no atendimento e encaminhou o inquérito ao Poder Judiciário.
Sete médicos foram indiciados por homicídio culposo pela morte de uma adolescente de 13 anos em Itaúna, no Centro-Oeste de Minas Gerais, após demora no diagnóstico de apendicite. O caso ocorreu em novembro de 2025 no Hospital Manoel Gonçalves e foi investigado pela Polícia Civil.
A adolescente procurou atendimento pela primeira vez em 20 de novembro de 2025, com fortes dores abdominais, e recebeu diagnóstico inicial de gastroenterite viral, sem exames complementares. Nos dias seguintes, ela retornou outras quatro vezes ao hospital, sendo atendida por diferentes profissionais, que mantiveram o diagnóstico inicial apesar da piora dos sintomas.
Exames laboratoriais e uma tomografia computadorizada foram realizados somente em 23 de novembro, identificando apendicite aguda. A cirurgia ocorreu na madrugada do dia 24, mas a jovem já apresentava rompimento do apêndice e peritonite. Ela morreu no dia 25 devido a choque séptico.
A Polícia Civil reuniu depoimentos, prontuários médicos e documentos técnicos, apontando falhas sucessivas no atendimento e demora na adoção de medidas adequadas. Os sete médicos foram indiciados por homicídio culposo, e o inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário para análise e definição dos próximos passos.
O Hospital Manoel Gonçalves informou que ainda não foi notificado oficialmente sobre o inquérito, mas colabora com as investigações e fornece todas as informações solicitadas pelas autoridades.


