Nalubowa Sumayah, sobrevivente do Ebola e mãe de quatro filhos, relembra nesta terça-feira (19) o trauma da doença durante surto em 2022 no distrito de Mubende, Uganda. Ela alerta para a gravidade do novo surto e pede que a população siga as orientações do governo para quarentena e proteção.
Sumayah, hoje com 34 anos, descreve o Ebola como “dolorosa e mortal” e recorda que perdeu a consciência por dias enquanto recebia tratamento. Ela relata que só percebeu estar no hospital após duas semanas, quando notou estar sem roupas e enrolada em um saco plástico, mas que o governo forneceu lençóis e roupas aos pacientes.
Após sobreviver à doença, enfrentou estigma e dificuldades financeiras. No entanto, recebeu doações de pessoas que a ajudaram a iniciar um negócio para se reerguer. “Essa vida trouxe seus desafios para mim, além do governo nos vigiar. Havia pessoas bem-intencionadas que vieram em nosso auxílio, e algumas delas nos deram doações, e eu usei essas doações para começar um negócio”, contou.
Uganda registrou casos confirmados do Ebola, incluindo uma morte, e as autoridades estão em alerta máximo. Os oficiais pedem que os cidadãos tomem precauções, relatem sintomas precocemente e evitem contato próximo com casos suspeitos. Eles enfatizam que quarentena e isolamento são cruciais para conter a doença, que se espalha pelo contato direto com fluidos corporais de infectados.
Sumayah reforça o pedido para que o povo de Kyenjojo obedeça às orientações do governo e se proteja caso seja determinada quarentena. Ela expressa preocupação com a gravidade da doença e o impacto do novo surto na população local.


