A rede Solana registrou US$ 1,1 trilhão em atividade econômica no primeiro trimestre de 2026, um marco inédito alcançado com taxas de transação abaixo de US$ 0,001 e 100% de disponibilidade em 2025, segundo dados da rede. Apesar disso, o token SOL negocia a cerca de US$ 85, mais de 70% abaixo da máxima histórica de US$ 294 atingida em janeiro de 2025.
Dois grandes upgrades técnicos podem expandir as capacidades da rede. O Firedancer já opera em 20% dos validadores ativos, aumentando a resiliência. O Alpenglow, em testes desde maio, pode reduzir a finalidade das transações de 12,8 segundos para 150 milissegundos, abrindo caminho para novos usos. Visa, PayPal e Stripe já utilizam a Solana em produção, e a oferta de stablecoins na rede atingiu US$ 17 bilhões. Em março, a PayPal expandiu seu piloto de pagamentos transfronteiriços com a moeda PYUSD para a Solana.
O principal risco para o SOL vem da venda contínua de tokens pelo espólio da FTX, que ainda detém cerca de US$ 321 milhões em SOL e libera lotes mensais de US$ 16 a US$ 17 milhões para pagar credores, com previsão de continuidade até 2028. Além disso, os fluxos de entrada em ETFs de Solana caíram por seis meses consecutivos, de US$ 419 milhões em novembro de 2025 para US$ 34 milhões em abril de 2026, limitando a recuperação do preço.
A concorrência aumentou com redes como Sui, Aptos e as camadas 2 do Ethereum, que se tornaram mais rápidas e baratas. Para que o SOL atinja US$ 200 até o fim do ano, seria necessário que os ETFs registrassem entradas superiores a US$ 100 milhões em uma semana e que o Alpenglow passasse pelos testes sem grandes erros. Projeções indicam que o token pode chegar a US$ 330–US$ 350 até 2030, e em cenário otimista, a US$ 2.000, caso a Solana lidere pagamentos com stablecoins e atraia fluxos institucionais em escala.


