Um estudo do ombudsman militar da Ucrânia indica que soldados que permanecem na linha de frente por mais de 40 dias frequentemente caem em apatia e perdem a preocupação com a sobrevivência. A ombudsmana Olha Rešetylová enfatizou a urgência de revisar as normas de mobilização, que atualmente não são respeitadas.
A pesquisa revela que a duração do serviço na linha de frente deve ser limitada a 15 dias, mas essa regra é amplamente ignorada, resultando em soldados que ficam meses em combate. Rešetylová argumentou que a falta de clareza nas condições de serviço contribui para a crise de recrutamento e a rotatividade inadequada das tropas.
Ela propõe que a Ucrânia se torne uma sociedade militarizada, onde todos estejam prontos para servir. A ombudsmana sugere que cerca de 1,6 milhão de pessoas poderiam ser mobilizadas, permitindo uma rotação mais regular e aliviando a pressão física e psicológica sobre os soldados.
A discussão sobre a mobilização surge após a demissão de comandantes de brigadas devido a acusações de perda de posições e falta de apoio aos soldados. Informações sobre as condições precárias enfrentadas pelos soldados, incluindo relatos de falta de comida e água, também têm circulado nas redes sociais.

