A Colossal Biosciences, startup dos EUA, anunciou o nascimento de 26 pintinhos a partir de ovos artificiais impressos em 3D. O avanço é uma prova de conceito para incubadoras que podem sustentar embriões de aves extintas ou ameaçadas, segundo a empresa.
O sistema combina uma treliça de titânio impressa em 3D e uma membrana de silicone semipermeável que permite troca gasosa eficiente, com capacidade de transferência de oxigênio de 21%, superior à casca natural. A única suplementação necessária é o cálcio, que o ovo artificial não fornece.
Além disso, o ovo artificial possui uma janela transparente para observação do embrião sem interferir no ambiente interno. O formato pode ser ajustado para diferentes tamanhos, desde ovos pequenos, como os de pombos, até grandes, para espécies extintas.
Apesar do avanço, a fertilização e a postura ainda ocorrem em aves vivas, e a transferência para o ovo artificial acontece entre 24 e 48 horas após a postura. Para projetos de desextinção, a edição genética deve ocorrer antes da postura, usando células germinativas primordiais cultivadas pela empresa.
Especialistas consideram o sistema promissor, mas ressaltam que o avanço é parcial e que falta transparência, pois a taxa de sucesso e dados completos não foram divulgados. A Colossal afirma que não pretende ampliar a criação de galinhas, mantendo o foco em conservação e desextinção.


