Stephen Miran renunciou nesta quinta-feira (14) ao Conselho do Federal Reserve, com efeito na posse de Kevin Warsh, aprovado pelo Senado para presidir o banco central americano.
O diretor do Federal Reserve, Stephen Miran, apresentou sua renúncia ao Conselho do Fed com efeito “na posse ou pouco antes” da entrada de Kevin Warsh no cargo. Em carta ao presidente Donald Trump, Miran afirmou que atuar no Fed e comandar o Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca foi “a maior honra” de sua vida.
Miran ocupava desde setembro de 2025 uma cadeira com mandato até janeiro de 2026. Na despedida, defendeu que o Fed deve considerar “forças não monetárias” na condução dos juros, como o menor crescimento populacional decorrente da redução da imigração e os efeitos desinflacionários da desregulamentação econômica. Também criticou a medição da inflação nos EUA, apontando distorções em taxas de administração de portfólio e ajustes de qualidade em softwares, especialmente com o avanço da inteligência artificial.
“Para Miran, erros persistentes de mensuração acabam reduzindo na prática a meta de inflação do Fed e levando o banco central a manter o desemprego acima do necessário ao combater uma ‘inflação falsa em vez da real’.” Na área regulatória, ele apoiou os esforços da vice-presidente de Supervisão do Fed, Michelle Bowman, para reduzir o excesso de regulação sobre os bancos, liberando mais de US$ 100 bilhões em capital e aliviando restrições de alavancagem.
Em sua carta, Miran elogiou Kevin Warsh e expressou expectativa de mudanças na comunicação do Fed, na política de balanço patrimonial e na redução do papel da instituição em temas políticos e culturais. Warsh foi aprovado pelo Senado por 54 votos a 45 para assumir a presidência do Fed, cujo mandato atual de Jerome Powell termina na sexta-feira (15).

