O Supremo Tribunal Federal (STF) gastou R$ 42,5 milhões com o pagamento de pensões entre maio de 2025 e abril de 2026, segundo relatório de gestão fiscal divulgado pela administração do presidente da Corte, ministro Edson Fachin. Os valores são destinados principalmente a viúvas e filhas solteiras de ex-ministros e ex-servidores.
De acordo com o documento, a média mensal de gastos foi de R$ 3,5 milhões, com pico de quase R$ 5 milhões em janeiro de 2026. As pensões são vitalícias para cerca de 140 magistrados falecidos. Em 2025, aposentadorias e pensões representaram quase 20% do orçamento total do STF, que superou R$ 1 bilhão.
Alguns dos pagamentos atingem o teto do funcionalismo público, acima de R$ 45 mil mensais. Entre os beneficiários estão Maria Ayla de Vasconcelos, filha do ex-ministro Abner de Vasconcelos; Maria Lúcia Rangel de Alckmin, filha do ex-ministro José Geraldo de Alckmin; e Alda Gontijo Correia, viúva do ex-ministro e ex-senador Maurício Corrêa, que recebe pensão superior a R$ 40 mil.

