Submarinos utilizam luz vermelha à noite para que a tripulação leia instrumentos e se movimente sem perder a adaptação dos olhos ao escuro, segundo o Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
A luz vermelha interfere menos na visão noturna porque os bastonetes, células responsáveis pela visão em ambientes escuros, são menos sensíveis a essa cor. Isso permite que a tripulação mantenha a visão adaptada à escuridão durante longos períodos submersos.
Além disso, áreas de circulação e descanso usam anteparos para evitar que a luz atinja diretamente os olhos, preservando a adaptação visual. A retina possui cones, que funcionam melhor à luz do dia, e bastonetes, que atuam no escuro, mas não captam cores com precisão.
A luz vermelha tem comprimento de onda acima de 600 nanômetros, sendo quase invisível para os bastonetes. A adaptação ao escuro depende da produção de rodopsina, que leva de 20 a 30 minutos para se completar, e pode ser interrompida por luz forte.
Para acelerar a adaptação, marinheiros usam óculos vermelhos especiais por 30 minutos antes das missões. Também podem cobrir um olho ao serem expostos a luz branca para preservar a visão noturna.


