O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe a presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, nesta quinta-feira (28) no Palácio do Planalto. A visita marca 50 anos de relações diplomáticas e deve resultar em pedidos de apoio brasileiro para segurança alimentar e ampliação da rota marítima entre os países.
Não há ligação terrestre entre Brasil e Suriname devido a barreiras naturais e florestas que cobrem 93% do território surinamês, segundo o Itamaraty. O acesso ocorre por rotas aéreas e marítimas, ainda limitadas. Por isso, o Brasil enviou um avião da Força Aérea Brasileira para buscar a presidente surinamesa e entregar ajuda humanitária, incluindo vacinas, testes de Covid-19 e medicamentos contra tuberculose.
O Suriname foi incluído na Rota 1 do programa de Rotas de Integração Sul-Americana, o Anel das Guianas, pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. A visita pode concretizar essa rota, integrando regiões isoladas do Norte do Brasil, facilitando o acesso ao Caribe e reduzindo custos logísticos para exportadores brasileiros.
A presidente do Suriname demonstrou interesse em áreas sociais e no setor de energia, visitando uma unidade do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), um projeto habitacional do Minha Casa, Minha Vida e a Embrapa Cerrado. O país descobriu grandes reservas de petróleo e gás natural, estimadas entre quatro bilhões e seis bilhões de barris de petróleo.
Brasil e Suriname vão assinar 12 atos para ampliar o acordo comercial bilateral, considerado muito modesto pelo Itamaraty. Os documentos incluem memorandos de entendimento em segurança cibernética, defesa, operações militares na fronteira, ciência e tecnologia, políticas sociais, saúde pública, manejo do fogo, segurança de barragens, combate ao tráfico de pessoas, cooperação policial, transporte marítimo e defesa.


