Mais de 70 passageiros foram retirados do cruzeiro MV Hondius neste domingo (10), no porto de Granadilla, em Tenerife, após surto de hantavírus que causou a morte de três pessoas a bordo.
A operação de repatriação foi coordenada por autoridades espanholas e organismos internacionais de saúde, envolvendo mais de 360 agentes e especialistas em biologia, química e radiologia para garantir o controle sanitário durante o desembarque gradual dos passageiros.
A embarcação transportava cerca de 150 pessoas entre tripulação e passageiros e foi escoltada pela Guarda Civil espanhola até a atracação. Antes do desembarque, todos passaram por avaliações médicas a bordo como medida preventiva.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, acompanhou a operação em Tenerife, reforçando a atenção internacional ao caso. A ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, classificou a ação como bem-sucedida, apesar das dificuldades iniciais com autoridades locais que resistiram à chegada do navio.
Após o retorno aos seus países, os passageiros deverão cumprir protocolos de quarentena e acompanhamento médico conforme orientação das autoridades sanitárias locais. Novos voos de repatriação estavam previstos para Estados Unidos, Austrália e Países Baixos até a conclusão da operação.

