A suspensão do leilão de privatização da Copasa pelo governo de Minas Gerais fez as ações da companhia caírem 4,71% nesta quarta-feira (27), refletindo a frustração dos investidores e a incerteza sobre o futuro da operação. O certame estava previsto para hoje, mas foi interrompido sem nova data.
As ações da Copasa encerraram o pregão com recuo de 4,71%, após queda de 7% no pior momento do dia. O movimento refletiu a frustração dos investidores diante da suspensão do leilão, que teria como principais interessados a Equatorial Energia e um consórcio liderado pela Aegea Saneamento. O governo mineiro ainda não definiu uma nova data para a operação.
Além da indefinição sobre o cronograma, o mercado também segue sem respostas sobre pontos centrais: o valor final da venda, quanto o estado arrecadará e qual será o preço das ações após a eventual transferência de controle. A sensibilidade ao tema ficou evidente, já que os papéis acumulavam alta de cerca de 190% nos últimos 13 meses, impulsionados pela expectativa de privatização — movimento que, para analistas, não encontra sustentação apenas nos fundamentos operacionais.
Em cenários otimistas, analistas projetam que as ações poderiam atingir cerca de R$ 80. Por outro lado, se a privatização fracassar, a avaliação predominante é de que os papéis podem cair para perto de R$ 30, níveis próximos aos registrados antes do início da forte valorização no primeiro semestre de 2025.


