O secretário-geral do Conselho de Segurança Nacional de Taiwan, Joseph Wu, acusou a China nesta terça-feira (26) de realizar uma nova operação militar próxima à ilha, incluindo incursões aéreas e navais no Pacífico Ocidental.
Segundo Joseph Wu, o Exército de Libertação Popular da China (PLA) realizou uma ‘patrulha conjunta de prontidão de combate’ ao redor de Taiwan pela segunda vez em uma semana, pouco depois da cúpula em Pequim. Taiwan identificou o grupo do porta-aviões Liaoning em operação na região.
O Ministério da Defesa Nacional de Taiwan confirmou que 29 incursões de aeronaves e embarcações chinesas ocorreram nos arredores da ilha por volta das 6h, sendo que 24 cruzaram a linha mediana e entraram na Zona de Identificação de Defesa Aérea (ADIZ) de Taiwan. As Forças Armadas da ilha monitoraram e responderam às ações.
Joseph Wu afirmou que a República Popular da China é a única fonte de instabilidade na região do Indo-Pacífico. A China considera Taiwan parte de seu território, enquanto a ilha se define como uma nação democrática, soberana e independente.
Na última semana, dados de inteligência taiwaneses indicaram que a China mobilizou mais de 100 embarcações ao redor da Primeira Cadeia de Ilhas, que inclui Taiwan, Filipinas e Japão. Durante a visita do presidente dos Estados Unidos a Pequim, a venda de armas americanas para Taiwan foi suspensa para garantir munição suficiente para operações no Irã.


