A curva de juros futuros recuou nesta segunda-feira (25) após relatos de que Estados Unidos e Irã discutem plano para reabrir o Estreito de Ormuz cerca de 30 dias após acordo. A taxa do DI para janeiro de 2027 caiu para 14,025%, menor nível desde abril.
Os contratos futuros de Depósito Interfinanceiro (DI) registraram queda generalizada no pregão, acompanhando a baixa dos preços do petróleo, que fecharam com queda de quase 7%, perto de US$ 90 o barril. O DI para janeiro de 2029 encerrou em 13,71%, e o para janeiro de 2031 caiu para 13,84%.
O otimismo sobre a possível resolução do conflito no Oriente Médio impulsionou a redução das taxas, mas o mercado mantém ceticismo diante das negociações envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel. “O mercado se tornou bastante cético, na minha visão, em relação a esses acordos ou potenciais acordos”, disse Guilherme Almeida, head de renda fixa da Suno Research.
Com os mercados internacionais fechados por feriados, a liquidez foi reduzida, o que exige cautela na análise dos movimentos. Joel Kruger, estrategista do LMAX Group, comentou que a ausência de escalada no conflito durante o fim de semana contribuiu para a redução do prêmio de risco geopolítico.
Internamente, o economista-chefe do banco Pine, Cristiano Oliveira, elevou a projeção para a taxa Selic ao final de 2026, de 13,25% para 14%, devido à inflação persistente, deterioração fiscal e aumento dos prêmios de risco.


